quinta-feira, 10 de setembro de 2009

"Who I have become"



Lembrei desse cartão que vi, uma vez, no postsecret (www.postscret.com) e fiquei com vontade de postar aqui. Fiquei com vontade porque o acho fofo e poético (por causa da flor, que, pra mim, é uma metáfora das coisas boas que surgem).

Que sejamos sempre capazes de nos transformarmos, mas de nos transformarmos de um modo que, a cada dia, gostemos mais de nós mesmos. Esta é a minha oração pra o dia de hoje. :)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Viva

Ela estufa o peito
Antes de chorar
Pra mostrar que não se rende

Não, o choro dela não quer ser um armistício
O choro dela só quer fazer com que se sinta viva
Com que se sinta, por um momento, viva
E não uma pedra

domingo, 6 de setembro de 2009

Relatividade II

Lia a autobiografia de Neruda ("Confesso que vivi") quando algo me fez lembrar das coisas sobre que falava no meu penúltimo post.

Dizia Neruda:


"Esperé largo tiempo, solo, con el corazón acongojado por la oscuridad intensa de la noche extranjera. Iba a morir sin que nadie lo supiera! Tan lejos de mi pequeño país amado! Tan separado de todos mis amores y de mis libros!

De pronto apareció una luz e otra luz. El camino se llenó de luces. Sonó un tambor; estallaron las notas estridentes de la música camboyana. Flautas, tamboriles y antorchas llenaron de claridades y sonidos el camino. Subió un hombre que me dijo en inglés:

- El autobús ha sufrido un desperfecto. Como será larga la espera, tal vez hasta el amanecer, y no hay aquí dónde dormir, los pasajeros han ido a buscar una troupe de músicos y bailarines para que usted se entretenga.

Durante horas, bajo aquellos árboles que ya no me amenazaban, presencié las maravillosas danzas rituales de una noble y antigua cultura y escuché hasta que salió el sol la deliciosa música que invadia el camino.

El poeta no puede temer el pueblo. Me pareció que la vida me hacía una advertencia y me enseñaba para siempre una lección: la lección del honor escondido, de la fraternidad que no conocemos, de la beleza que florece en la oscuridad."

sábado, 5 de setembro de 2009

tarde no parque

os pés pousam a grama levemente molhada
carícia
os olhos pousam no céu
azul
os ares carregam o cheiro sutil
liberdade!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Resistência

Impossibilitado de falar, ele encapsulou a voz na palavra escrita.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

setembro

todos os anos as calçadas tingidas de rosa
me lembram que setembro chegou
e com ele trouxe os dias de felicidade ensolarada

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Relatividade

Estou na estrada e é noite. Me sinto plena na escuridão total no meio do nada, me sinto plena e percebo o quanto tudo é relativo. Sim, porque, em tese, a escuridão é daquelas situações desesperadoras. No entanto, é algo que, ao menos quando estou na estrada, amo, algo que me aquieta.



(Escrevo o texto aí de cima e lembro de um livro de Mia Couto que li certa vez e que falava sobre a possibilidade de, se não estou enganada, encontrar a luz que brota na escuridão.

A Luaní, que, outro dia, me emprestou um livro de Mia Couto)